Invisible Influence

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1/16/2020

Hoje acordei com vontade de usar chapéu!

Não era um dia diferente, nem especial, mas apeteceu-me…

Fez-me sentir feminina, elegante, diferente e bonita…e dei por mim a perguntar-me porque não o faço mais vezes….

Como andava a tentar amadurecer ideias para este artigo, não tive que meditar muito sobre a questão, pois rapidamente me ocorreu que andava a ver séries televisivas da primeira metade do século XX onde era comum e quase obrigatório as mulheres usarem chapéu.

Sem nos darmos conta, e mesmo contra vontade, o comportamento dos outros influencia o nosso, em cada momento das nossas vidas. Até mesmo pessoas que não conhecemos acabam por, de alguma forma, ao nível do nosso inconsciente, inspirar as nossas decisões e, consequentemente, as ações.

A generalidade das pessoas achará que os seus comportamentos e as suas opções são tomadas com base nos seus próprios gostos e opiniões. Se usa um certo casaco é porque gostou do seu aspeto, se escolheu uma carreira profissional foi porque a achou interessante… No fundo, a noção de que as nossas escolhas são guiadas pelos nossos pensamentos e opiniões parece-nos óbvia. Certo? Eu diria: errado!

A família, os amigos, o bairro, a escola, o café…o filme e a música que acabamos de ouvir influenciam-nos, mas são invisíveis. Porque não damos por eles.

Nós somos o resultado da súmula de nós próprios e das nossas circunstâncias.

A música influencia-nos o estado de espírito. As cores o humor. O uso deum simples salto alto, faz-nos sentir poderosas!

Esta influência invisível nem sempre é boa. Como podemos ler em “AsDoces Influências Da Unção “…. Há três más influências invisíveis que são…desconhecidas e incompreendidas pelos cristãos. “…os demónios… o mundo ou aterra. E a terceira influência invisível são os nossos sentidos…”.

No entanto, em “A Mentalidade Primitiva”, de Lucien Lévy Bruhl, (setembro1921), percebemos que já tinha sido analisada a questão da ausência de reflexão ,face a determinados comportamentos antes chamados de primitivos perante “forças”invisíveis.

Neste sentido, cheguei à conclusão, que, aquilo, que passo a vida a dizer aos meus filhos “não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti” ou, mesmo quando alguém, no trânsito, tem alguma atitude mais agressiva, e eu explico que aquele comportamento reflete o que a pessoa é.E o que faria em outra qualquer situação e as consequências que poderiam daí advir. Não podemos dar espaço e força às chamadas forças invisíveis.  Devemos ser senhores dos nossos comportamentos e ações. Responsabilidade nos nossos atos.

Às vezes basta um telefonema, um post-it num ecrã, mais paciência no trânsito ou um agradecimento ao atravessar a passadeira, para influenciar o outro e, desta forma, o seu dia.

Partindo do princípio que todos nós, em determinados momentos, temos ausência de reflexão, pelo stress ou qualquer outro fator, é sempre melhor jogar pelo seguro e parar para pensar antes de agir.

Sem dúvida que os estímulos invisíveis, são importantes e influenciadores.  

No entanto, não deixemos que sejam determinantes.

Assim, sugiro que sorriam, usem cores que vos alegrem, e sejam agradáveis e corteses.

Mulheres, usem salto alto, se com isso a autoestima também se elevar, partilhem ensinamentos e congratulem-se com as conquistas das equipas que lideram. E sorriam, sorriam sempre!

Promovam o contágio e a vida será mais fácil.

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